29 de janeiro de 2009

Letras de Músicas embaixo / Tarcísio Moura e Cássio Amaral

Tarcísio me liga:
_ Cassinho, preciso falar com você. Onde você está?
_ Tarcísio, meu velho tô no Johrei Center.
_Cassinho, preciso falar com você.
_Vem cá meu véio que vou ministrar johrei pra você.

Ele chega,eu vou no altar. Faço um sutra Amatsuo Norito pra ele e uma pai nosso
(oração do senhor). Depois ministro johrei pra ele.

Depois vamos tomar uma cerveja.

Papo vai e papo vem, no meio da conversa ele pega um caderno e caneta.

Dispara versos pra músicas que vai compor e diz:

_ Cassinho, completa as letras.

Resultado de tudo são três letras nossas. Uma que ficou com ele que não tenho.

Publico aqui duas da lavra de hoje de nossas converas:


Esse azul
É bravio ou manso
Esse azul
É direito ou esquerdo
Sombra ou luz
É aquilo que induz
Esse olhar
É mar pra navegar
Ou rio para afogar

Aquele verde
Onde firmo os pés
Onde finda o revés
Aquele verde
Que nasce do mar
Que desagua o rio

Esse parto
Marrom cor da pele
Que envolve que impule
Que se desfaz na nuvem
Que cai como chuva

É esse porto
Que resiste às ondas
Que te faz atracar
É esse porto
Que nasce semente
Do amor indulgente
É esse porto

Tarcísio Moura e Cássio Amaral.
A carne te prende
Com amarras de sangue
A carne te induz
Perguntas e respostas erradas
Te embebe em ciúmes
Te invade o querer
A carne é carnaval
Tem hora que é êxtase
Hora banal
A carne é vida
Vida é carne
Somos todos carnívoros por Amor
Então olho o tempero
Talvez o desespero
Ou vociferacidade
A carne é bela
Tem hora que é Cinderela
Na passarela
Ou quem passa
A alma é essência
Primeira da vida
Da parte que cabe
Que foge e caminha
É amor é solidão
Eterna mensagem
De todos do mundo
O amor é só uma caverna
Aberta pra saber entrar

Tarcísio Moura e Cássio Amaral .

DEPOIS DA CHUVA

não tenho mais pregos e nem estou aí
se o sapo engolir o papel que tem meu nome
meu anjo é japonês
minha pica é dura
meu dizer é a fala dos cães famigerados
não tenho pregos nas mãos mais
tenho dois olhos azuis no Pilarzinho em Curitiba
que amo, e amo e amo...
agora as aulas voltaram vou enloquecer os alunos de novo
com Descartes, Kant, Hegel, Nietzsche
quero fotografar com Robson Correia de Araújo
meu amigo, meu amigo Robson
quero tomar umas com Nuclear e Bebeto e falar e falar
quero que entendam que erro e sou humano
mas o perdão ainda é umano ou des- UMANO
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vou pedalar as curvas de Araxá e as que der pra Curitiba
quero ler a Br - Infinita , que sei que o brou Zaratustra do Solar
Brasília é fodaço...
qual verso que quero hoje?
algum que fale de começo
de início de vida e de tudo que tenho pra fazer e fazer
minha Bizé tem sobrenome Pivovar
Aqueles olhos azuis são o mar que
quero navegar...

28 de janeiro de 2009

KAMIKASE DO ÃO

quebro meu sonho
quebro a ilusão
realiso a realidade
olho o avanço do desodorante avanço
e Avanço
Lembro de Torquato Neto e não puxo o gás
"Só quero saber do que pode dar certo/
Não tenho tempo a perder"
Gangreno nuvens de vem em quando
Puxo uma faísca do improvável
Faço milagres audáciosos
E a sabatina me pega
Quando minha inocência me trai
pregado na boca do sapo

UNICÓRNIO

A cobra sempre fuma.

Sartre me olha da cabeceira da cama pedindo pra mim:

_ Me leia.

Penso nas merdas que fiz, que faço. Penso que seria bom

apenas sentar e rever tudo. Mas parece que há hora que é melhor calar.

Há hora que é melhor calar. Já que a inocência sem querer é um monstro que distrói amizades.

Mas destrói amizades, ou conhece valores e ódios que

insistem em não mudar?

Errei, errei e errei . Não nasci perfeito.

Sartre me dê sua MOSCA please preciso colocá-la em cima da minha cabeça.

Quem sabe assim alguém me dá um tiro na testa tentando matá-la.

27 de janeiro de 2009

MALHAÇÃO

Educação física de poeta são abdominais de pleonasmos

26 de janeiro de 2009

25 de janeiro de 2009

PEDIDO

Não quero nada, além daqueles olhos azuis que ela tem
e aquele sorrisso que me faz feliz.

22 de janeiro de 2009

HAIKAIS SONABITIRUC

I

leve

a madrugada diz breve

II

melada

a cama

fala charada

III

sua pele

é um xadrez

que me põe em cheque mate

IV


abre as pernas

e afaga

minha exclamação



V

na calada da noite

falo com carinho

no seu corpo

19 de janeiro de 2009

DOMINGO DE ONTEM

meu currículum é nuvem
descolonizo o cu
tiriba Curitiba
escuto Transamérica ou 91 do Rock
Allanis MOrriset na chegada de 14:27 p.m.
ontem sambei o carnaval
com Pih, Nê, Vanda, Edu, Evelise .
Arthur (me fotografou e escreveu ) ele menino
anjo cabelo encaracolado sintetiza a candura.


no cavalo babão babaram todos no frevo das Araucárias
o bar Brasileirinho é chorinho puro dos bãos
pego ônibus que não sei onde vai dar
na real só sei pegar o que vai para a Tiradentes


chuva chove pinhão de alguns
feixe quando o bloco passa a alegria
movimento carnaval carne vale
meu pau é grosso e tem 20 cm de pura dança e poesia
na Barreirinha da noite

17 de janeiro de 2009

HAI AHI AIIH CU TI BANDO CITIBACTBA

calor e chuva
número 01
instigo o imprevisto


II

chuva e chuva
uma luva que o céu

dá de repente

III

MÚSICA DA TARDE
ROCK AND ROLL
MINHA CARA E UMA CHARGE

IV

editar uma postagem
que não se edita
passar como fantasma num conto

IV

POLONAISE

loiras e loireas e loiras
rubras concisas e combinadas
bucetas rosadas de avelã

V

meu tempo na lan house
deu um trampo de trem e transa
meu cavalo ]galopa nas araucárias

VI

uma hora e meia
de percepação
segundo no átimo da webcam

VII

enrabar o destino
como se o caminho
fosse de tesão e inCERTO

DIMINUTO SEM SENTIDO VAMOS VÃO VAGÃO

o trem que vai pra minas
é meu balanço
já rodei aqui
bosque do papa
travessa dos editores
já rodei e já tomei umas cervas no largo da ordem
nem to pra poema ou proema
descanso o arsenal
meu pinto ainda fode e muito
passo e livro e livro observo
há uma grangrena um sono nessa tarde
tomei chuva ontem e o caminho é zen
para a casa da tia
não tenho nem prosa nem conto
apenas meu número demonstro e mostro
inglobo no bosque blog
há atores nos bastidores
mas há pombos que voam além....

16 de janeiro de 2009

PARANGOLÊ POLONAISE

No cu das palavras
Esporro pleonasmos catatônicos
A seta indica
Largo da Ordem
cerveja no Sal Grosso
amizade de Bárbara Lia
casa de tia Maria
risadas com a prima Eleni
hortências por todos os lados
loiras e loiras e loiras (mulheres belas nas ruas)
outro país dentro do Brasil
Europa opa!
Pego o baú (ônibus) na Tiradentes
Estação Cabral
Estação Barreirinha
Me perdi no Pilarzinho
Leminski já se perdeu por lá...
as palavras trazem dia de chuva
Passei no Passei Público com Pih (lá tem putas Maicknuclear)
Finjo sentir sinto
UFPR Teatro Guaíra
On the road
meu trem é de Minas Gerais
meu haicai sai na faísca:
dia nublado
atravesso Curitiba
no pé do achado

13 de janeiro de 2009

SETA

travesso
atravessado instigo chuva faminto famigero
arremesso versos que distribuo
nas ruas de curitiba gratuitamente
meus três zines e um de camaradas de araxá
encontro pih na XV de novembro de forma
que é pra lá de sorte a mega sena acontece sim
é só surpresa boa chove e atravesso
distribuo currículuns
conheço curitiba à pé sem ponto e sem vírgula
insisto e chove um haicai que afago
fredy fica horrorizado de eu distribuir meus
zines de graça ele vive de poesia.
mas pode se viver de poesia?
quanto vale um poema
não tem preço
ou é só uma coisa pra se pagar o aluguel
aluguel?
terça-feira torquato o trem na araucária
e o tio lema bem poderia estar aqui pra
sentar comigo e darmos umas baforadas na
noite de lua cheia e de frio que vem
2009 começou a todo vapor
a seta cai no alvo na hora incerta
ou é na hora certa?

10 de janeiro de 2009

ÔNIBUS ET PÉ ATRAVESSO CURITIBA

rabisco risco afim de ir ir ir
manejo um traço um uivo já que lua cresce
desço subo ônibus ônibus uma cerveja no
largo da ordem
um chopp na XV de novembro
barbaridade barbaridez conheço bárbara lia poesia
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mundo diferentes poloneses ucranianos italianos japoneses
mundo do pinhal pinheiros pinhão
ando ando ando
precisava ter uma bike aqui e estar com Robson Corrêa de Araújo
dar um pedal nos parques de Curitiba
ser kimera com k acertando o relógio
enquanto me perco no pilarzinho passo na cruz
vejo Sônia, entrego doce de Araxá Minas é meu berço
mas sou filho do Brasil
trafego trafegar é meu lema como se pegasse os trens de Jack Kerouac
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meu diário de bordo é incandescente meu suor
arde sonhos que virão
meu número é 9 diante do imprevisto que me toca
navego e encontro um novo mundo
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cu da gia no cu das sílabaras , é sílabaras
entortar a viagem
CURITIBA

7 de janeiro de 2009

NA ESTRADA

Amigos,

Tô na estrada.

Tô num calor infernal em Ribeirão Preto, indo para Curitiba.

Vou depois continuar as postagens dos dossiês. Lisa Alves, Jorge Vicente

e outros mais.

Um abraço a todos ótimo ano.

Muita luz!

3 de janeiro de 2009

A ORDEM DO DISCURSO

não tenho reta e nem contorno
labirinto - me na estrada
ontens hojes amanhãs
me traduzem menino
na passagem rápida no éter do tempo
fagulho faísca arregaço e insisto
trepo no melhor do trepar com a cuca
e o saci
faço feixe de luz no som da manhã
meus olhos agora mesclam o castanho claro
dos negros e o verde dos portugal amaral
meus olhos agoram vêem muito além daquilo
que é além
pedalo nuvens disfarço meteoros
a verdade ainda é incapaz talvez
verdade?
há verdade no texto talvez no meu pau
cafungarei Foucault, Nietzsche e Sartre dez
vezes cada livro
dizem que sou louco
o meu ex aluno me chamou de doidão
parei a aula e perguntei:
___qual sua concepção de doidão?
fiquei pensando....
__é , ele deve fumar um baseado, mas nem componhe
uma música , é tolo e burro.
a os meninos de hoje são iletrados
deveriam ler e ler, reler e treler alguma coisa boa.
meus olhos verdes aparecem no claro
o que tenho em mim é o sol na alma
na Ordem do Discurso tem coisas que gosto
muitos agora são poetas, escritores, filósofos
a democracia dos blogues fez isso de forma
talvez superficial
termino isso com Foucault:
"O novo não está no que é dito, mas no acontecimento de
sua volta"
inverter a verdade e transar com ela
do avesso , pedindo para ela fazer um
pompoarismo já que é verdade
Será verdade?

2 de janeiro de 2009

FOUCAULTEANO

Foucault finca faísca
Quebro o Panóptico e o arregaço
"Se o discurso existe, o que pode
ser , então, senão uma discreta leitura?"
Ano vem ano vai Ano Novo
Finco Foucault na testosterona
Meu sexo é poesia
esporrada na verve cabalística
de uma transa mística e surreal

1 de janeiro de 2009

MEU SONNEN






SONNEN

Razão+sentimento+vontade

Projeção, pensamento, pensar

Palavra que define muitas coisas

Vontade : ser erai (elevado)

Tradução de tudo: Bashô (MATSUO BASHÔ)

O lago e a lua , o átimo , o zen

Yataro Kobayashi (Issa)

MESTRES:


MEISHU-SAMA.

LEMINSKI, TORQUATO NETO , WALY SALOMÃO, DRUMMOND, QUINTANA,

MURILO MENDES, BAUDELAIRE, RIMBAUD, VERLAINE, VALÉRY, HENRIQUETA LISBOA, CLARICE LISPECTOR, HILDA HILST, MALLARMÉ,

JACK KEROUAC, HELENA KOLODY, (VOU PECAR EM ESQUECER OS OUTROS AQUI)

Metas pra 2009:

Mestrado

Lançamento do Sonnen

Amar apenas uma mulher( quero uma e com o coração ).

Manter a chama acesa

Cafungar Nietzsche , Sartre,Foucault até o que puder

e o que não puder

Amar incondicionalmente as pessoas

Sentir a energia do lugar e das pessoas.

Pedalar, comprar uma bike

Ser gentil e generoso

Fazer um curso de fotografia

Estar na luz

Manter a pica dura

Horrorizou?

Meter o pau duro de 20 cm de grossura

Na mulher amada , pra fazer amor

Poeta também tem pau e adora sexo(mas com amor)

Conhecer gente inteligente

Entender situações de dificuldade que são de crescimento

Riscar o trago do imprevisto mesclando sempre filosofia e poesia.

Fazer as palavras sabatinarem

Ser altruísta de forma prática e clara não ortodoxa e careta

Jamais participar de coisas desonestas

Ver o pôr do sol na volta do pedal de bike

Escutar som de qualidade

Ri diante da lua insana que me dá os uivos na madruga

Buscar a elevação espiritual

O crescimento material

Ter prosperidade primeira no coração e na alma

Perceber que o cósmico é algo sutil e abre quando temos

coragem de ter desprendimento e desapego

crescer , porque a vida é estágios e aprimoramentos

Ser feliz porque a vida é pra sermos felizes.