30 de dezembro de 2009

Palavras assoprador vulgar

alisar polir: estrela
alimentar uivando metalinguistica
palavras loucura: desespero
o canto à margem: iconoclastra
sorver lua cheia: uivando
acentar porta do além: amplidão
comer sóis de van gogh no tinino
de jimi hendrix solar o imprevisto
no filme da faísca que passa.

30/12/2009

Hélice


Brincar com nuvens além do previsto
Atirar na boca da mosca um verso inominável
Ser implacável com texto
Enforcar o contexto de uma forma bárbara
O pecado da língua além da língua sem mácula
Dizer os sóis verdes na brancura à margem uma fada diz Absinto
Um gole de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Valéry, Mallarmé...
Fazer o reverso um dia próprio da própria existência
Aniquilar as consoantes no meio das aliterações
Mergulhar num som mais amplo depois da letra A num punctum
declinação onírica da passagem.

25/12/2009.

Tarde de dezembro




chuva vida
paisagem pingos
além milagre

26/12/2009




passarinho dorme no poste
antes de cantar
a sorte


26/12/2009

28 de dezembro de 2009

MATRIX

Eu matrix, foto de Maeles

Halo afianço traço risco infinito
Jung cordena o movimento
Alma do mundo inconciente coletivo
flashes estilhaçados olhar
aqui e além sigo perpétuo
num poema que me trai
distraindo as estrelas caídas de
cogumelos azuis
sintetizo a passagem no mínimo
resumo contexto o texto dispara
alvo explosão megabytes

22 de dezembro de 2009

DÊ UM POETA DE PRESENTE



Ainda tenho 40 exemplares do meu livro Sonnen que lancei

este ano.

Se alguém estiver afim de adquirir é só me enviar um

email: camal567@gmail.com

O livro é R$15,00 já com postagem.

Alguns poemas aí do Sonnen:


A MORTE DO POETA

O poeta morreu
Balbuciando formigas em seus versos
Ficou obcecado por metáforas
Cuspiu pleonasmos pretéritos

O poeta morreu
Tentando achar seu caminho
Disse imperfeições nas metonímias
Atirou-se do nono andar

O poeta morreu tentando desmontar a bomba atômica
Depois de ter punhetado Descartes buscando a verdade ao contrário
Verter-se em Paganini tocando seu violino diabólico
Esvoaçando flores carcomidas por aliterações fingidas

O poeta morreu
Nos precipícios lunáticos de toda a imperfeição
Uivando diante do absurdo da sua própria voz
Silenciada no êxtase da loucura.

___________________________________________________

METAFÍSICA DOS COIOTES I
.

Rasgo o trago do imprevisto
que distrai o tempo que passa rápido.
Canto o cântico dos malditos que me cai.
Tudo vaza, tudo explode.
A noite é lenta quando lírios conspiram
contra a sorte perdida.
Lâminas que a incerteza jura fatiar para a salada
de nepotismo barato e regular da gargalhada da noite.
Bebo as estrelas virgens,
Como os meteoros platônicos,
latindo, uivando pra lua prostituta
que cavalga numa nuvem
o sexo santo dos devassos.
____________________________________________


HAI-CÃES UIVANTES

UM TROVÃO INSTIGA O UIVO
A NOITE CAI EM MOSAICO
NO VERSO LATIDO DE UM PÁRIA


tirar leite das pedras
pisar na velocidade da luz
extrair a raiz sisuda do futuro.


CATADOR

catando palavras
desvirginando a métrica
endoidando a sintaxe.




LOUCO LOCUS LOGO

ZEN ZERADO ZEBRADO

PÓLEN POEMA FALADO



endoidar as metáforas
para comê-las com hipérboles
safadas e ávidas de metalinguagem



urro desatento de Michel Foucault
na lua negra
ponto G no êxtase das estrelas


BASHÔ SUPRASSUREAL

flores piscam raios de setembro
vermelho diz a direção
quando a tela é o sol nascente

21 de dezembro de 2009

INCITAÇÃO AO DOMÍNIO NORTE AMERICANO NA VEIA DE PABLO NERUDA


Os Estados Unidos
Unidos estão
Destruindo o mundo com sua dominação
.
O Sr Bush parece o Sr Nixon
E comete o mesmo genocídio
Quer atacar o Iraque como se fosse o Vietnã
.
O mundo está dominado
E a nação norte americana é Roma
E vai conquistando, matando e escravizando
.
Pablo Neruda vamos lutar!
Não só contra o Nixonicídio
Em favor da Revolução Chilena
.
Isso me lembra
Ferreira Gullar
Disparando com poesia
Na ditadura militar do Brasil
.
Vamos lutar contra o Bushnicídio
Que ganha dinheiro com as guerras
Que faz da terra um mundo do mal
.
E no meio da bruma
Vejo Che, Fidel e os revolucionários
Lutando e dando até a alma e o coração
.
Para fazer uma revolução
Onde haja comida, emprego e direito
Para os que são oprimidos
.
13/10/2002
.
3º Período de História.
.
Lamentável a Conferência de Copenhague.
O Sr Obama representa os grandes grupos
de empresários norte americanos, fará o
mesmo jogo. Intervir dizendo que vai
proteger os outros países, fazendo guerras,
vendendo armamentos e emprestando dinheiro.
Take It's easy Baby!
The same old fears like Pink Floyd.

PAPEL teatrando

Um papel
E uma pena
Pra não ter pena
Pra fazer cena
Pra roubar a cena

Cecé, Waltinho Natal e Cássio Amaral.
2002.

20 de dezembro de 2009

FOTOS E POEMA DE ISAIAS DE FARIA


Isaias de Faria mora em Belo Horizonte
e tem feito fotos de músicos que se apresentam
lá como Stanley Jordan,
Weber Lopes e Gabriel Rossi.

Vocês podem conferir suas fotos no site:

http://www.flickr.com/photos/41235771@N04/


Há mais fotos dele no outro site olhares:

http://br.olhares.com/isaiasfaria


Um poema aí de Isaias de Faria

adágio escrito de uma condição humana

dor nenhuma de amor escapa entre os dedos
voa feito caça
ronda a ferida
alcança a celula


dor nenhuma de amor é ampulheta parada
vira-se sempre
não tem volta
é dono de um cais e
nos faz ir de peito em chagas quentes

dor nenhuma de amor perdoa
mas não tenha medo
é pior
ele aproveita
o amor é assim:
ele aproveita

Isaias de Faria

O blog do Isais está linkado aí
ao lado, ou no:


http://isaiasfaria.blogspot.com/

19 de dezembro de 2009

COMÉDIA DIVINA REMINISCÊNCIA

O assalto do verbo
Léxico na nuvem da verve
Suspiro de Dante
No teatro do passar
Gelo, inferno no plano
Onde o anjo conduz direção
Virgílio na prancha de Homero
O frio diz canto do glutão aos queimados
Beatriz não está aqui
Deve estar no Purgatório
O céu cai sobre nós
Não nesse momento
Sombra vice-versa luz
No tempo engolidor do séculos.


UNIVERSO LINGUAL

papel caneta
salto palavra
boca texto plano poema





18 de dezembro de 2009

BANCO DA POESIA


Agora no uni-VERSO há um banco onde você pode
depositar sua poesia.
Nele há correntistas como Fernando Pessoa, Mia Couto,
Octavio Paz, L. Rafael Nolli e eu.
O gerente Cleto de Assis é super generoso abre a conta
para vários poetas.
.
O endereço do BANCO DA POESIA é:
.
Um poema de Cleto de Assis aí:
.
BANCO DA POESIA
.
Tem Banco do Brasil
Banco que faliu
Banco Real e Banco do Povo.
Até aí, nada de novo.
E tem banco de jardim
mui útil pra quem se cansa
e só quebra com farta poupança.
Há também, entre os quebrado,
o Bears Stearns, o Lehman Brothers,
o Merrill Lynch e o Nacional
e aquele cujo mote foi fatal:
"O tempo passa, o tempo voa...
e só o Bamerindus continua numa boa".
Existe banco de sêmen:
eis o banco que proria
e cujos lindos filhotes
não são mera loteria.
Há banco de areia
e encalhar os navios
e tem banco de réu
apenando os extravios.
Tem banco de imagens,
banco de desenvolvimento
banco central, banco de dados
todos a inspirar cuidados.
Tem econômica Caixa
que não tem nome de banco
mas age na mesma faixa.
Tem até banco de idéias
e banco de futebol
e pra pequenas platéias
tem banco que é urinol.
Ao quase, quase quebrados
inventaram o Proer
mas não para o pobre esteta
não fizeram o Propoeta.
Por isso, caros senhores,
vamos fundar nosso banco:
não obrará em vermelho
mas ainda está em branco:
Trabalhará vanguardeiro
sem pensar só em dinheiro
neste tempo de consumo.
E terá como seu prumo
a palavra desprezada
pelos praxistas do dia.
O que quer? É quase nada.
Só reunir na estrada
os escribas já sem rumo
que semeiam bons valores
com muito amor ou com dores
no parto amargo da letra
sem ajuda de obstreta.
Vamos fundar, sim senhores,
novo banco - quem diria!
um banco imune a assaltos
com dividendos mais altos:
é o Banco da Poesia!
Cleto de Assis.

17 de dezembro de 2009

SENSEI BASHÔ

... "Durante seu último período de doença, susteve com eles e com seus discípulos
conversas constantes sobre religião, poesia e filosofia. Depois de morto,
enterraram seu corpo no jardim do templo Yoshinaka-Dera, às margens
do tranquilo lago Biwa. "Mas onde está o túmulo do divino Bashô? Aqui:
uma simples estela, uma pedra que acaricia as sombras ligeiras de uma
bananeira", escreve Steinilber-Oberlin. Seus discípulos pediram ao mestre,
perto da hora da partida, que escrevesse seu " poema de morte" mas este
se negou, pensando talvez que o hai-kai da rã podia resumir sua experiência
poética. No entanto, no dia seguinte, admitiu que tinha tido um sonho e
escreveu:

No caminho, a febre:
e por meus sonhos, planura seca,
vou errante

Conta-se que depois quis corrigi-lo mas, arrependido, disse:
"Não o modificarei. Isto seria ainda vaidade e apego ao mundo,
apesar do muito que amei a vida e a arte"


Sobre o tanque morto
um ruído de rã
submergindo



Relâmpago
e na sombra
o ruído vibrante da garça



Sopra o vento do inverno:
os olhos do gato
pestanejam




Cebola branca
recém lavada:
impressão de frio




Galho morto
e, nele pousado, um corvo
tarde de outono



O crepúsculo:
ervas que seguem o rastro
dos rebanhos retornando.


Até uma choça com teto de palhas
neste mundo louco se transforma
em casa de bonecas

Matsuo Bashô


O livro dos HAI-KAIS
Prefácio de OCTAVIO PAZ
TRADUÇÃO DE OLGA SAVARY/
DESENHOS DE MANABU MABE
ALIANÇA CULTURAL BRASIL - JAPÃO/
MASSAO OHNO EDITORES

1ª Edição 1980
2ª Edição 1987

16 de dezembro de 2009

GATILHO
Para Isaias de Faria

rasgo fragmento
além das pedras e do José
a nossa Minas e BH
fala amanhã nuvem
captura instante
metal na Filosofia
fotografando vida além
proa arte poesia

14/12/2009

15 de dezembro de 2009

Um poema de Isaias de Faria


e agora malungo

o rap

o maracatu

se foi na faca finda abstracta do

sol

estamos à parte

fora

somos sem rima

inúteis
pastéis

somos à margem

dejeto

palavra sem P

e agora malungo

o rap

o maracatu se foi

vamos refaze-lo

com fogo

com fogo

com fogo


Isaias de Faria


O blog do Isaias de Faria está linkado aí ao lado
e suas fotografias podem serem vistas no site:

14 de dezembro de 2009

LINCE
Para Robson Corrêa de Araújo

bate na palavra
estanca o sangue da ferve
diz aquilo que condiz
na faísca verbo
caixa literária
reforma orgotráfica
no Raio Laser da BR INFINITA
fotografia captável
na caixa preta
Flussada da arte
que o olho diz

11 de dezembro de 2009




CAVERNOSIDADE PLATÔNICA


estrela nebulosa
caindo no início do fim
que a humanidade sobre
vive


caos embevecido
numa lasca de assombro
sangue no noticiário
tudo banalizado


tempo engolidor da vida
rapidez das horas
laxativas da luxúria
que o silêncio grita na madrugada


planto plantantes Platão no flagrante:

a contingência atual é quebras as correntes
e sair da caverna



08/04/2007.




ESTÚRDIA I

desvirginando a palavra
endoidando a sintaxe
penetrando a metáfora do inominável



20/04/07



ESTÚRDIA II

desvirginando a metáfora
endoidando a sintaxe
penetrando a palavra inominável.


20/04/07

9 de dezembro de 2009

Para quem estiver em Sampa



Tela Expressão Cigana de Rosana Pêgas
CARTAS
o fogo aquecido
dispara na madrugada
as cartas que leio
são mistérios do amor

Dança Flamenca

Tela Noite Flamenca de Rosana Pêgas
dançar nos séculos
a previsão do encontro
nos contornos: amor

8 de dezembro de 2009

SILÊNCIO MOLHADO

amplio a chuva
que traduz lirismo
nas lágrimas do dia

7 de dezembro de 2009

2 de dezembro de 2009

AXIOMAS



HAICAI

três versos
na faísca
do átimo


LUA


Hipnose do uivo certeiro no século da alma.

ICONOCLASTA

quebrar a palavra na porrada do verso


SOCO INGLÊS

I break poetry

OUTSIDER

O xixi é poesia nômade ao lado da FUNREI

ERÓTICO

Transar com palavras




UIVANDO INCONGRUENTE

U
A
U

A
U
A

A
U
U

A
U
A

AAAAAAAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUUUU

1 de dezembro de 2009

Rodrigo de Souza Leão


no outono entre as máscaras
no fluxograma das ventanias
micros ligados em rede amarela
pedem ao provedor maior
q as folhas secas no solo do lago
nada de negro asfalto virem
não sejam a mortalha do tempo
na face da esperança ind[a] mar
Rodrigo de Souza Leão
Do livro em pdf dias de leão.
Hoje fazem 5 meses que Digão
faleceu. A saudade dele é muito grande.