25 de junho de 2014

10 de junho de 2014

Elegia para o Surreal.


São esses olhos Antônio
Que viram também a crucificação de Pedro
de cabeça pra baixo
A crucificação de Cristo
A Crucificação  de todos 
Perante as leis que funcionam apenas em cima
As leis que funcionam para poucos
Os dentes escancarados para nos comer nos impostos
O pão podre servido num queijo passado
São estes olhos Artaud que me dão a bênção 
num Anarquismo que comungo
E o nada 
Nada
Nada
Nada 
Para aqueles que não enxergam o ponto 
Na circunferência. 


9 de junho de 2014

A chuva ainda cai?

Chuva que transforma redime os pensamentos.
Água que cai
cai
cai...
Nos transforme em água melhor.

6 de junho de 2014

Rodagem de antenas na br da palavra.

Antenas  bordam o texto sobre texto metalinguagem rolando gol no poema astuto.
Grades não fazem parte da perspectiva da prosa.
Nem seu lixo interno pode apaziguar o vento e chuva que chega.
Sol sempre atento para refletir uma nova palavra que nem sufixo e trema
deixam de tremer.
Não há espaço só nuvens que fuzilam o fio condutor da linguagem.
Digam o que quiserem o silêncio fala e explode amiúde no significante.
Nem Jesus e nem Pedro pregado na cruz.
Apenas uma saída: Vida vívida e vivida.