30 de dezembro de 2014


I

trovão anuncia chuva
raios dão show
estrondo lacrimeja a tarde


II

chove de novo
praia passa
lágrimas matinais

27 de dezembro de 2014


Ano novo
De novo
Novo ano


Ovo quebra o ano
Ou o ano que o ovo?


26 de dezembro de 2014

MINEIRICE

Uai! 
Procê
Trem de mineiro
é Clube da Esquina
Drummond e Murilo Mendes
Pelé
Gol
Arroz com galinha
Pé atrás pra conhecer
Hospitalidade imensa pros amigos
É Maleta
Morros
Morros
Montanhoso
Tinhoso
Mineiro
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
Ouro Preto
O Barro que é lama lama
de Araxá.

Foto: Cássio Amaral.


21 de dezembro de 2014

18 de dezembro de 2014

CAPTANDO COM MÚSICA CLÁSSICA

1- Sem carne a mente é clara como a folha branca da Paz. 
2- Bebo silêncios no entardecer Seresta Homenagem a Villa Lobos destrincha Edino Krieger em mim.
3- Malu dorme a inocência  da palavra poesia é sonho e vaticínios  dominados na linguagem.
4- Vento, Vento,  essa oração não é Coordenada ou Sindética. É apenas a Natureza.
5- Filosofo o Imprevisto no instante, escrever é apenas Faísca. 
6- Seis movimentos do Yoga articulam o OOOMMMMM do descanso depois da luta diária. 
7- Professor Poeta quer férias. Sua filha é seu maior poema. 
8- Árvores balançam um Haikai trazendo chuva. 
9- Céu Sol, Céu Cinza nuvens se unem chuva profetizará metáfora do frescor. 
10-Dez axiomas são dilemas. O pensamento é fusão de Filosofia e Poeises. 


17 de dezembro de 2014

POLACORUSSOALEMÃO?

de kandinsky a leminski
a rima 
é pura arte

16 de dezembro de 2014

NO COVIL DOS LOBOS III


Tela de Wassily Kandinsky 

O uivo é dissonante 
 Estúpido e errante
Estrondo de negação
Um chavão sem ão

No covil dos lobos 
Os lobos se digladiam entre si
Os lobos adquirem 
papel de palhaço

É sempre assim
É o fim do fim
Que trava a magia 
da sabedoria de ser um autêntico lobo. 




HAISILENCIOSOS

 Tela de Wassily Kandinsky 

 

1

silêncio absoluto

o enlevo da paz

o mar traz

 

LÁ NO JAPÃO

silêncio inesperado

o horário mudou

do outro lado

 

3

Silêncio!

haikai dorme 

feito criança

 

 

 

13 de dezembro de 2014

FADA ALEMÃ





Para Maeles Geisler.

Costela da minha costela
Boca da minha boca
Corpo do meu corpo
Guerra da minha guerra
Um verso em expansão no fogo do fogo
Nietzsche que diz a condição além do bem e do
mal
Kant cantando em dó maior
Maremoto das palavras que dizem tudo além
Da proa onde o mar espuma Amor.

25/06/2013.

Do livro Faísca 
Quem tiver afim ainda tenho alguns exemplares. 
Valor: R$20,00 já com postagem.
Pedidos pelo email: camal567@gmail.com 


UM POEMA DA MINHA ESPOSA MAELES GEISLER: 


Embrião
Barriga rígida, espaço preenchido. Não há lugar para mais nada. Sinto-me agressiva na espera. A voz que tanto importuna desaparecerá. Feto pronto, humano desenhado com meus anseios. sei que me amarás. Lá fora nada importa, não fede, não cheira. O tempo congela e inexiste. O joelho aos poucos cicatriza, joguei fora os espinhos só restaram os gravetos. O quarto está avisado para não lhe assustar. Dos dias presa ao berço, a música de seu choro alimentará meu zelo. Cobertor de lã e chá. Mavioso seu toque o corpo acolhe sem gretas. Leito de solo quente embebido no vinho. Ver seu contorno de luz e colher espaços. Voz rouca, força esgotada tingido de vermelho completa infanta. Direi seu nome apenas aos anjos de Deus e ao seu filho amado: que importa? Ficará sem nome. Para mim você é verbo. Filho do verbo. 
 

12 de dezembro de 2014

"Não uso drogas, uso mesmo é poesia".

Cássio Amaral.


9 de dezembro de 2014

NO COVIL DOS LOBOS II

No covil dos lobos também há hienas
Elas querem morder os inocentes
Apenas não conseguem porque são invejosas
É essa inveja que não vê nada nem Veja nem seja essa
tolice toda de quererem impor
ostentação ou intransigência
No covil dos lobos
Os lobos verdadeiros uivam e trepam sendo felizes porque são livres
Longe da caretice de "eu ser salvo e você não"

No covil dos lobos o lobo Cão Danado vira-lata poeta é julgado pelas aparências
Porque a sociedade prefere ainda a escuridão e correntes

É a Caverna de sempre
dominando os incautos

Platão então sorri desconcertado
E vislumbra o uivo do lobo que voltou mais cedo
da lua.


8 de dezembro de 2014

AINDA ERRO ALÉM DOS GARRANCHOS




Não curta o que faço ou digo.
Curta o exemplo.
Esse falará por mim.
Me crucifique se quiser.
Sou susceptível de erros.
Sou humano.
Ainda ajo pelo impulso.
A inocência é minha aliada.
A  poesia minha loucura.
O léxico pede ao signo um hiato criativo tem hora.
A foto é uma nuvem que vai à esquerda engolindo o sol.
Desfaço a charada  abrindo a surpresa

no verbo.


6 de dezembro de 2014

Secagem

O poeta guara a palavra no infinito.

1 de dezembro de 2014

HAIKAI MINEIRO

silêncio absoluto
desmaterializando montanhas
 esmeril & sol